Um dos temas da biblioteca
Mordidas e comportamento do filhote: o guia para entender a boca, o choro e a solidão
O que está por trás das mordidas, do choro, dos latidos e da dificuldade de ficar só, e como ensinar o filhote a se comportar sem recorrer a castigos.
Foto: Seanavigatorsson Olaf Arndt Quase todo tutor de primeira viagem vive a mesma cena. O bichinho de pelúcia da foto atravessa a porta e, antes de a semana acabar, já balança preso à barra da sua calça, mordiscando os dedos que tentam fazer carinho e descascando o pé da cadeira. Dá um susto, mas é normal. A boca é a principal ferramenta do cão para explorar, brincar e aliviar a dor da dentição. O problema nunca é o filhote morder; é ele crescer sem saber o que pode morder e com que força.
Nas próximas seções entram a mordida de brincadeira, a dentição, o choro, o latido, o pulo nas visitas e o aperto de ficar só. O fio condutor é um só: descobrir a necessidade escondida atrás do comportamento, arrumar o ambiente para o erro não acontecer e ensinar a alternativa certa com reforço positivo. Gritar, estapear o focinho, apertar a boca ou deitar o filhote de barriga para cima à força não ensina nada que preste e costuma piorar o quadro, já que deixa o cão mais agitado ou com medo das mãos.
Nenhum filhote aprende tudo em uma semana. Espere meses de prática constante, com recaídas em dia de cansaço ou de casa cheia de visita. Se as mordidas ferirem de verdade, vierem com rosnado de corpo duro ou o filhote parecer apavorado, procure ajuda cedo: um adestrador que use reforço positivo ou um médico-veterinário com formação em comportamento.
O que leva o filhote a morder o tempo todo
Vários motivos se somam. Na ninhada, brincar é morder: os irmãos passam o dia pendurados nas orelhas, nas patas e no cangote uns dos outros. Se um exagera na força, o outro gane, o jogo para na hora e a mãe também intervém. É assim que o filhote vai regulando a força da mordida, um aprendizado chamado de inibição da mordida. Por isso, quem sai da ninhada antes das 8 semanas, mais ou menos, costuma ter mais dificuldade nesse controle.
Em casa, mãos e pés viram os novos irmãos. Dedos que se mexem depressa, chinelo arrastando no piso e barra de calça balançando são convites irresistíveis. Entram na conta a curiosidade (tudo que é novo vai para a boca), a dor da troca de dentes, fase que costuma ocupar dos 3–4 meses até os 6–7 meses, e o cansaço. Pouca gente sabe, mas o filhote que passou da hora de dormir morde mais, não menos, igual a criança pequena que fica birrenta de sono. E ainda há a falta de opção: sem brinquedo adequado nem atividade de faro, tudo que estiver na altura da boca, do rodapé ao fio do carregador, vira brinquedo.
- Brincadeira e empolgação, sobretudo no fim do dia
- Exploração de objetos e texturas desconhecidas
- Incômodo da troca de dentes
- Cansaço ou estímulo demais
- Pedido de atenção, quando morder já funcionou antes
- Medo ou dor, menos frequentes, mas que é preciso saber identificar
Ensinando o filhote a dosar a boca
Comece trocando o alvo. Toda vez que ele avançar na sua mão, ponha na frente da boca dele algo que possa ser mordido de verdade: uma corda, um mordedor de borracha, um bichinho de tecido resistente. Espalhe brinquedos pelos cômodos onde vocês passam o tempo, para sempre haver um à mão. Nos primeiros meses, vale muito brincar com um brinquedo comprido, que afasta os dentinhos da sua pele.
O segundo passo faz da mordida na pele o fim da diversão. Quando os dentes apertarem, solte o jogo no mesmo instante: tire as mãos de perto, fique imóvel e desvie o olhar por alguns segundos. Se ele insistir, levante-se sem pressa e vá para outro cômodo, ou fique do lado de lá do portãozinho durante 20 a 30 segundos, e só então retome a brincadeira com calma. Não se trata de castigo, e sim do efeito natural: o jogo termina quando alguém se machuca.
O terceiro passo é premiar a calma. Quando o filhote se deita ao seu lado, lambe em vez de morder ou vai buscar o brinquedo por conta própria, ofereça um elogio em voz baixa, um petisco pequeno ou a brincadeira de volta. Ganir alto, como faria um irmão de ninhada, funciona com alguns filhotes e anima ainda mais outros; se o seu ficar mais agitado, deixe esse recurso de lado. Cada situação, da barra da calça aos móveis, tem seu passo a passo em quando o filhote morde mãos e móveis.
Troca de dentes: o que esperar
O filhote nasce sem dentes. Os 28 dentes de leite despontam, em geral, entre 3 e 8 semanas, finos e pontudos como agulhas, e por isso doem tanto na pele. Entre 3 e 4 meses começam a cair para dar lugar aos 42 permanentes, e a troca costuma terminar entre 6 e 7 meses. Nesse período a vontade de roer cresce, a gengiva pode ficar avermelhada e não é raro achar um dentinho no tapete ou uma manchinha de sangue no brinquedo.
Para ajudar, ofereça mordedores de texturas diferentes, borrachas resfriadas na geladeira (nunca congeladas até virar pedra) e um pano úmido torcido e gelado, sempre sob supervisão. Fique longe de osso de verdade, casco, chifre e qualquer coisa muito dura: em vez de aliviar, podem trincar dentes ainda em formação. Um teste simples: aperte a unha no brinquedo; se não fica marca, é provável que ele seja duro demais para um filhote.
Um problema frequente, principalmente nas raças pequenas, merece atenção: o dente de leite que permanece firme depois de o permanente já ter despontado ao lado, o chamado dente decíduo persistente. Ele pode desalinhar a mordida e juntar resíduos. Se aparecerem dois dentes no mesmo lugar, principalmente nos caninos, marque uma consulta. Há mais sobre o assunto em tudo sobre a troca dos dentes.
Choro, latidos e pulos nas visitas
A voz é a ferramenta de conversa do filhote. Choro nas primeiras noites, gemido atrás do portão e latido para o barulho no corredor do prédio fazem parte do pacote de quem trocou de mundo há pouco. A sua reação ensina o que funciona. Se você aparece correndo a cada latido, aumentar o volume vira estratégia. Se você atende depressa as necessidades reais (xixi, fome, medo) e dá atenção sobretudo nos momentos de silêncio, ele descobre outro caminho.
Nada disso autoriza ignorar um filhote em sofrimento. Quem chegou há pouco e se vê sozinho no escuro precisa de acolhimento: levar a caminha para perto da sua cama nas primeiras semanas já resolve boa parte da história. Deixar chorar até ele desistir não é recomendado.
O pulo nas pessoas nasce da vontade de chegar perto do rosto e dizer oi. Num filhote de 3 kg, é charme; num cão de 30 kg, derruba criança e deixa pegada na roupa de quem acaba de chegar do trabalho. A saída é mostrar que as quatro patas no chão abrem a porta do carinho, e ensinar um gesto que não combina com pular, como sentar para dizer oi. O treino com a família e com as visitas está em como lidar com latidos e pulos.
Ficar sozinho sem sofrimento
Cães são sociais, e o filhote de 2 a 3 meses nunca esteve sozinho: sempre teve a mãe ou os irmãos por perto. Ficar só é uma habilidade, e ela se ensina aos poucos: comece com segundos de ausência enquanto você está em casa, só em outro cômodo, e vá subindo para minutos e depois horas. Sair para trabalhar por oito horas na primeira semana é demais para quase qualquer filhote.
Funciona sair depois que ele fez xixi, gastou energia e está sonolento, deixando um brinquedo recheado com um pouco da ração para os primeiros minutos, e tratar saídas e voltas como se não fossem nada. Um cantinho seguro, com portão ou cercadinho, caminha, água, brinquedos e tapete higiênico, evita xixi fora do lugar e destruição. O treino em etapas aparece em ficar sozinho sem sofrer.
Alguns cães sofrem de verdade quando ficam sós: uivam e latem por horas, destroem porta e batente tentando sair, fazem xixi e cocô mesmo conhecendo o lugar certo, babam muito ou se machucam. Não há birra nem desforra aí, e punir só alimenta a ansiedade. O caminho é consultar um veterinário comportamentalista, capaz de avaliar o conjunto, junto com um adestrador de reforço positivo.
O que evitar sempre e quando chamar um profissional
Métodos aversivos continuam populares: bater com jornal, apertar o focinho, segurar a boca fechada, enfiar o dedo na garganta, borrifar água, usar coleira enforcadora ou de choque, prender o filhote de barriga para cima no chão. Podem até parar o comportamento na hora, mas ensinam que mão humana é imprevisível e perigosa. Quem passa por isso costuma virar um cão que morde com mais força, rosna ao ser manipulado ou se afasta do tutor. A razão de ensinar o comportamento certo render mais que punir o errado está em o reforço positivo na prática.
Saiba distinguir jogo de alerta. No jogo, o corpo está solto e balançando, o filhote se abaixa na frente, com o bumbum no alto, corre e volta, e pode soltar um rosnado todo exagerado, quase teatral. O quadro muda quando o corpo endurece e para, o olhar fixa, os lábios sobem e mostram os dentes, o rosnado sai grave se alguém se aproxima do prato ou de um objeto, ou a mordida vem sem aviso, ou quando mexem em certa parte do corpo: tudo isso pede atenção. Como dor também torna o cão irritadiço, o primeiro passo é levá-lo ao veterinário.
Chame um profissional logo se as mordidas furam a pele com frequência, se há criança pequena em casa e a situação foge do seu controle, se o filhote guarda comida ou brinquedo rosnando, se tem muito medo de gente ou de barulho, ou se sofre demais quando fica só. Ajustar o comportamento de um filhote de 4 meses é bem mais fácil do que o de um adulto de 2 anos com o hábito já firme.
Cuidados conforme a idade
Toque na fase em que o seu filhote está. Se a idade já foi informada em Meu filhote, a aba certa abre sem você fazer nada.
Até 8 semanas Recém-chegado ao mundo
- O ideal é o filhote continuar com a mãe e a ninhada: é ali, brincando com os irmãos, que ele aprende a dosar a força da mordida. Tutores raramente recebem filhote nessa idade.
- Quem cuida da ninhada, ou de um órfão, pode oferecer colo gentil, toques rápidos nas patas e na boca e brinquedos macios de texturas diferentes, sempre seguindo o que o veterinário orientar.
- Os primeiros dentinhos estão aparecendo: a mordiscada ainda é leve, mas é hora de trocar o dedo por um mordedor macio.
- Nessa idade, choro costuma ser fome, frio ou falta da mãe, e não manha. Filhote órfão precisa de acompanhamento próximo do veterinário.
2 a 3 meses Chegada em casa
- Fase de chegada em casa: prepare-se para mordidas frequentes em mãos, pés e roupas. Mantenha um brinquedo sempre por perto para redirecionar.
- Garanta muito sono, em geral de 16 a 20 horas por dia. A crise de mordida no fim da tarde costuma ser cansaço; leve o filhote para descansar num canto tranquilo.
- Treine a solidão em doses mínimas: ausências de segundos, sem sair de casa, e à noite a caminha fica pertinho de você.
- Apresente o toque na boca, nas orelhas e nas patas com petiscos, em sessões de poucos segundos, como preparo para a escovação e as consultas.
3 a 4 meses Explorador curioso
- A dentição de adulto deve estar chegando: varie os mordedores e guarde alguns brinquedos de borracha na geladeira para servirem frescos.
- Ele ganha coragem e vai mais longe: guarde fios, sapatos, controles e plantas fora do alcance e feche cômodos com portões.
- Premie a lambida e o jogo com brinquedo; sempre que os dentes pesarem na pele, pare a brincadeira sem alarde.
- Ensine o senta como cumprimento antes de o pulo virar costume.
4 a 6 meses Troca de dentes
- Pico da troca de dentes: gengiva sensível, dentinhos pelo chão e vontade forte de roer fazem parte. Ofereça roedores adequados ao porte, sempre sob supervisão.
- Olhe a boca dele toda semana. Dente de leite firme com o permanente já nascendo colado, principalmente nos caninos, é motivo de consulta.
- Com mais força no corpo, a mordida dói mais. A regra continua: dente na pele encerra o jogo, sem grito e sem tapa.
- Estique o tempo sozinho devagar, sempre depois de exercício e deixando um brinquedo recheado para entreter nos primeiros minutos.
6 a 12 meses Adolescência
- Adolescência: o cão parece esquecer o que sabia, testa limites e volta a pular ou roer. Reforce o básico de novo, com paciência.
- O roer exploratório pode se estender até perto de 1 ano, enquanto os dentes permanentes se firmam na mandíbula; mantenha roedores seguros à disposição.
- Observe se surgem medos inéditos, por exemplo latir para gente ou coisas que antes não incomodavam. Aproximação gradual e recompensas ajudam; se o medo for forte, procure um profissional.
- Se a castração estiver em pauta, converse com o veterinário sobre o melhor momento, sem esperar que ela dê conta sozinha dos problemas de comportamento.
12 a 18 meses Rumo à vida adulta
- O comportamento tende a se estabilizar, mas o hábito que não foi trabalhado se firma ainda mais. É um bom momento para reavaliar o que continua incomodando.
- Cães grandes chegam à força total: o pulo e o puxão que eram toleráveis agora derrubam gente. Mantenha o cumprimento com as quatro patas no chão.
- Siga oferecendo atividade mental todo dia; o tédio em jovem adulto ainda é causa comum de latido e destruição.
- Se persistirem mordida com intenção de ferir, guarda de recursos ou ansiedade ao ficar só, procure ajuda profissional: esses quadros não desaparecem com a idade.
Erros comuns
Entrar na briga de mãos e, em seguida, ralhar quando o filhote morde.
Coloque sempre um brinquedo entre você e a boca dele. Mão precisa significar carinho e comida, nunca algo para morder.
Dar tapa no focinho, segurar a boca fechada ou gritar para corrigir mordida.
Encerre o jogo sem alarde e ofereça um brinquedo. Castigo físico aumenta o medo e pode fazer da mordida de brincadeira uma mordida de defesa.
Pensar que o filhote morde por maldade quando, na verdade, está exausto.
Repare no horário: as crises costumam surgir depois de muita atividade. Leve o filhote para o cantinho de dormir e deixe-o descansar.
Passar muitas horas longe do filhote já na primeira semana.
Programe a chegada para um período em que alguém possa ficar em casa e treine ausências curtas, aumentando o tempo aos poucos.
Olhar para o cão apenas quando ele late ou pula e esquecê-lo enquanto está tranquilo.
Inverta a lógica: elogie e premie os momentos tranquilos. O comportamento que ganha atenção é o que se repete.
Oferecer osso, casco ou objeto muito duro para aliviar a troca de dentes.
Dê preferência a borrachas firmes porém flexíveis, tecidos resistentes e mordedores resfriados. Coisa dura demais pode fraturar dente.
Dar bronca ao encontrar xixi ou estrago feito enquanto ele estava sozinho.
Para ele, a bronca não tem relação com o que fez horas atrás. Limpe sem comentar e reavalie o tempo de ausência, o espaço e a atividade antes de sair.
Checklist: mordidas e comportamento
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Quando buscar orientação veterinária
Procure atendimento agora mesmo
- Desconfiança de que o filhote engoliu um pedaço de brinquedo, uma meia, um elástico ou outro objeto, sobretudo se vier com vômito, baba, barriga dolorida ou sem vontade de comer.
- Boca sangrando por mais do que alguns minutos, ou dente quebrado deixando a polpa à mostra, um pontinho rosado ou vermelho no meio.
- Fio elétrico roído, com queimadura na boca, tosse, falta de ar ou prostração.
- Agressividade que surge do nada, acompanhada de dor quando alguém toca, gemidos, prostração ou outra mudança brusca de comportamento.
- Ferimento causado pela tentativa de escapar do espaço enquanto ele estava sozinho.
Agende uma consulta ou esclareça a dúvida
- Dente de leite ainda firme com o permanente nascendo ao lado.
- Hálito forte, gengiva bem inchada ou jeito esquisito de mastigar durante a dentição.
- Mordidas que machucam com frequência, mesmo depois de semanas de treino constante.
- Rosnar quando alguém chega perto do prato, dos brinquedos ou da caminha.
- Pavor de gente, de barulhos ou de objetos, ou sofrimento visível ao ficar só.
- Lamber ou mordiscar o próprio corpo em excesso, algo que pode vir de um problema de pele ou de comportamento.
A lista tem caráter educativo e não abrange todas as situações. Se alguma coisa parecer fora do normal com o filhote, confie no que você percebe e procure um profissional.
Para ir mais fundo
Artigos que destrincham pontos específicos de mordidas e comportamento.
Filhote que morde mãos e móveis: como mudar o alvo da boca
Aprenda a redirecionar mordidas em mãos, pés, roupas e móveis, a arrumar a casa e a ensinar autocontrole sem recorrer a castigos.
Troca de dentes: as perguntas que todo tutor de filhote faz
Em que idade os dentes de leite caem, o que é esperado durante a troca, como dar alívio à gengiva e quando um dente teimoso exige o veterinário.
Ficar sozinho: como o filhote aprende, passo a passo
Do cercadinho agradável às primeiras saídas de verdade: como acostumar o filhote a ficar sozinho aos poucos e quando pedir ajuda profissional.
Pulos nas visitas e latidos sem fim: o que ensinar ao filhote
Veja o que leva o filhote a latir e a saltar sobre as pessoas e como treinar cumprimentos calmos e menos latidos só com reforço positivo.
Perguntas do dia a dia
Por quanto tempo é normal o filhote morder?
Em geral as mordidas de brincadeira são fortes até os 5 ou 6 meses, quando a troca de dentes chega ao fim, e diminuem bastante se o tutor redireciona sempre do mesmo jeito. A vontade de roer objetos pode seguir até perto de 1 ano. Mordida que machuca depois dessa idade merece avaliação profissional.
Meu filhote rosna durante a brincadeira. Isso é agressividade?
Na maioria das vezes, não. Rosnar durante um cabo de guerra, com o corpo frouxo e gestos exagerados, é comum. Fique atento se o rosnado aparecer junto de corpo rígido, olhar fixo e em situações como a chegada perto do prato ou de algo que ele guarda.
Posso deixar o filhote morder de leve a minha mão?
O objetivo da inibição da mordida é que o cão aprenda a usar a boca com delicadeza. No começo, mordiscadas muito leves podem passar, mas o ideal é ir diminuindo até ele entender que dente não encosta na pele. Com criança em casa, redirecione para o brinquedo desde cedo.
A castração resolve mordida e latido?
Não diretamente. A castração tem indicações de saúde e de reprodução que se discutem com o veterinário, inclusive a idade mais adequada em cada caso. Mordida de brincadeira, latido por tédio e dificuldade de ficar só dependem principalmente de treino, de rotina e de ambiente.
Quanto tempo um filhote pode ficar sozinho?
Varia com a idade, com o treino e com o temperamento. Nos primeiros meses, o limite realista é o tempo que ele aguenta sem fazer xixi nem sofrer, normalmente poucas horas. Aumente aos poucos e, se tiver de passar um período longo fora, peça para alguém visitá-lo no meio do dia.