Outros cuidados importantes Checklist
Viajar com o filhote: o que organizar antes e durante a viagem
Lista de preparação para viajar de carro, ônibus ou avião com o filhote: papéis, consulta antes da saída, caixa de transporte, mala do cão e atenção ao chegar.
Foto: Jernej Furman from Slovenia Uma temporada na praia, o fim de semana na casa dos avós ou uma mudança de cidade podem incluir o filhote sem drama, contanto que a viagem seja planejada. Lugar novo, horas de deslocamento, calor, barulho e rostos desconhecidos formam um pacote pesado para quem tem poucos meses de vida, e a diferença está na preparação feita bem antes.
Antes de arrumar a mala, pergunte-se se a viagem faz bem ao filhote agora. Os muito novos, com o esquema de vacinas ainda incompleto, às vezes ficam melhor em casa com alguém de confiança. Se a decisão for levá-lo, a lista a seguir vale para carro, ônibus e avião, com as particularidades de cada meio.
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Documentos e regras: confirme sempre na fonte
Costuma ser exigida a carteira de vacinação atualizada, junto com um atestado de saúde assinado por médico-veterinário, emitido poucos dias antes do embarque. Só que idade mínima, validade do atestado, vacinas obrigatórias, limite de peso na cabine e tipo de caixa permitido não são os mesmos em todas as companhias aéreas, empresas de ônibus e destinos, e ainda mudam ao longo do tempo.
Por isso, pergunte diretamente à empresa, de preferência por escrito, e faça isso com semanas de folga. Para o exterior, as exigências são bem mais pesadas: microchip, vacinas com datas específicas, exames e certificados oficiais, num planejamento que pode levar meses. Vale ainda checar as normas do local onde vocês vão ficar.
Viagens de carro
De carro, a viagem tende a ser mais fácil para um filhote. O lugar dele é a caixa de transporte afivelada com o cinto, ou um cinto de segurança para cães preso a um peitoral. Solto no banco, no colo de quem dirige ou com a cabeça para fora da janela, nunca. A cada duas ou três horas, aproximadamente, pare para dar água e deixar que ele faça as necessidades, de guia e em local seguro, afastado da estrada.
Calor é o risco número um. Mantenha o ambiente do carro fresco, com ventilação ou ar-condicionado, evite o meio do dia e jamais deixe o filhote sozinho dentro do carro, mesmo com as janelas abertas só uma fresta. Se a caixa ainda é novidade, comece pelo passo a passo de como acostumar o filhote com a caixa de transporte.
Ao chegar
Ao entrar no lugar, percorra tudo como se fosse a sua casa: piscina, sacada, portão, plantas, produtos de limpeza e outros animais. Em sítio ou fazenda, cuidado com carrapatos, sapos, cobras, cerca elétrica e animais de criação. Na praia, o sol forte, a areia quente e o excesso de água salgada pedem atenção. As orientações para dias quentes estão no tema Passeios.
Tente repetir a rotina de casa: refeições nos mesmos horários, a caminha e os brinquedos que ele já conhece, pausas para dormir. No primeiro dia, descubra qual é o veterinário mais próximo e onde fica o pronto-atendimento 24 horas.
Erros comuns
Seguir as regras que um amigo usou na viagem do ano passado.
As regras mudam a toda hora e não são as mesmas em cada empresa e destino. Antes de cada viagem, pergunte à própria transportadora.
Dar calmante ou remédio de enjoo por conta própria.
Certos remédios fazem mal aos cães e interferem na respiração e no controle da temperatura do corpo. Só dê o que o veterinário receitar.
Mostrar a caixa de transporte pela primeira vez no dia da partida.
Ensaie com antecedência até a caixa virar um cantinho familiar e confortável.
Deixar o filhote solto num lugar desconhecido assim que chega.
Mantenha-o de guia enquanto não conhecer o terreno e não tiver conferido portões, piscinas e outros perigos.
Quando buscar orientação veterinária
Fale com o veterinário se
- Antes de toda viagem, para o exame do filhote e a emissão dos documentos.
- Ofegar muito, babar demais, ficar fraco ou desabar durante a viagem: busque atendimento imediato, pois pode ser hipertermia.
- Vômito ou diarreia que se repetem na viagem ou depois dela.
- Carrapato no pelo, ou contato com sapo, cobra ou outro bicho no destino.
- Mancar, cortes nas patas ou queimadura nas almofadas depois de praia ou trilha.
- Apatia, febre ou perda de apetite nos dias seguintes ao retorno.
A lista tem caráter educativo e não abrange todas as situações. Se alguma coisa parecer fora do normal com o filhote, confie no que você percebe e procure um profissional.
Perguntas do dia a dia
É seguro viajar com o filhote antes do fim das vacinas?
Quem responde é o veterinário, olhando o destino, o meio de transporte e o que a empresa exige. Como regra geral, quanto menos completo o protocolo de vacinas, mais cuidado com lugares movimentados e com o contato com outros cães.
Dá para levar o filhote no colo durante a viagem de carro?
Não é seguro. Numa freada brusca, ele pode ser lançado para frente ou atrapalhar o motorista. O certo é a caixa de transporte presa ao banco ou um cinto feito para cães.
O filhote pode ir na cabine do avião?
Há companhias que admitem cães pequenos junto ao passageiro, dentro de bolsa ou caixa que caiba debaixo do assento, e o limite de peso soma animal e caixa. As regras variam de empresa para empresa e mudam com o tempo, então confirme direto com ela antes de comprar a passagem.
Meu filhote passa mal no carro. Isso vai durar para sempre?
Costuma melhorar. Com o passar dos meses e com trajetos curtos e frequentes, muitos filhotes deixam de passar mal. Se o enjoo teimar em ficar, o veterinário examina o caso e diz o que é adequado.
Este texto pertence ao tema Outros cuidados importantes. O guia do tema reúne os cuidados de cada idade, os tropeços mais frequentes e o checklist inteiro.
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