Enriquecimento ambiental Checklist
Brinquedos seguros para filhotes: lista de conferência
Como escolher, usar e descartar os brinquedos do filhote sem risco: tamanho, material, dureza, supervisão e os sinais de que chegou a hora de trocar.
Foto: Nakonana O brinquedo certo faz muito por um filhote: alivia a gengiva dolorida, desvia a mordida das mãos e dos móveis, cansa a cabeça e aproxima o bicho da família. O brinquedo errado, por outro lado, aparece com frequência nas emergências, seja pelo pedaço engolido, seja pela bolinha que entalou na garganta.
Brinquedo indestrutível, ou 100% seguro para qualquer cão, não existe. A segurança resulta do conjunto: o objeto, o tamanho e a força do filhote, o jeito de brincar e a sua supervisão. Leve esta lista para a loja e use-a também na revisão semanal da caixa de brinquedos. Para ver onde eles entram na rotina, passe pelo tema Enriquecimento ambiental.
Checklist completo
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Quatro critérios para avaliar qualquer brinquedo
Tamanho: o brinquedo precisa ser grande demais para caber inteiro no fundo da boca do filhote. Uma bolinha que passa pela boca e para na garganta pode fechar a passagem do ar. E o filhote cresce: a bolinha certa aos 2 meses pode virar perigo aos 5.
Dureza: o brinquedo precisa ceder um pouco quando apertado. Uma regra prática, repetida por muitos veterinários: se a unha não deixa marca na superfície, ou se bater o objeto no próprio joelho dói, ele deve ser duro demais e pode quebrar dentes. Ossos de verdade, cascos, chifres e certos brinquedos de nylon rígido caem nessa categoria.
Resistência: o brinquedo tem de aguentar a mordida sem se desmanchar em pedaços engolíveis. Pelúcia e borracha fina são ótimas para brincar acompanhado, mas não para ficar a sós com um filhote destruidor.
Composição: dê preferência a fabricantes que informam o material, sem peças pequenas coladas, sem pilhas ao alcance e sem cheiro forte de produto químico. Brinquedo de criança não foi feito para a mordida de um cão.
Dois grupos de brinquedos
Separe a caixa em dois grupos. Os de uso livre ficam à disposição mesmo quando você não está olhando: mordedores de borracha resistente no tamanho certo e dispensadores de petisco que o filhote já usou sem tentar destruir. Os de uso supervisionado só saem quando você está junto: pelúcia, corda, brinquedo de tecido, bolinha, caixa de papelão e improvisos.
Os brinquedos de interação, como a corda do cabo de guerra e a varinha com pelúcia na ponta, voltam para o armário no fim da brincadeira. Assim eles mantêm o encanto e não viram vítima do tédio. O rodízio também vale para os de uso livre, como explica o artigo Tédio no filhote.
- Uso livre: mordedores de borracha resistente e brinquedos de rechear, de borracha, adequados ao porte
- Uso supervisionado: pelúcias, cordas, bolinhas, tecido, papelão, garrafas plásticas
- Evitar: ossos cozidos ou crus, cascos, chifres, brinquedos muito duros, peças pequenas, brinquedos de criança, meias e elásticos
Ossos e petiscos de roer
Osso cozido racha em lascas pontudas, que ferem a boca e o intestino. Osso cru e outras partes duras de animais também trazem risco de dente quebrado, de obstrução e de contaminação. Os petiscos industrializados de roer variam bastante em dureza e digestão, e alguns se soltam em pedaços grandes, capazes de entalar. Ofereça só com você por perto, no tamanho adequado, e tire quando restar um pedaço pequeno o bastante para ser engolido inteiro. Na dúvida, o veterinário diz quais servem ao seu filhote.
Erros comuns
Comprar o brinquedo "indestrutível" e nunca mais olhar para ele.
Brinquedo indestrutível não existe. Revise todos a cada semana, até os mais resistentes.
Manter a mesma bolinha desde que o filhote era miúdo.
Troque pelo tamanho novo à medida que ele cresce.
Oferecer osso duro para aliviar a troca de dentes.
Dê preferência a uma borracha flexível gelada; objeto duro pode quebrar dente. Veja Troca de dentes do filhote.
Deixar pelúcia e corda com o filhote enquanto ele fica sozinho.
Esses brinquedos pedem supervisão; pedaço engolido pode causar obstrução.
Quando buscar orientação veterinária
Fale com o veterinário se
- Suspeita de que ele engoliu pedaço de brinquedo, enchimento, fio de corda ou tecido: procure atendimento na hora, mesmo sem sintomas, e não tente fazer vomitar por conta própria.
- Vômitos repetidos, ânsia sem conseguir vomitar, barriga dolorida, apatia ou ausência de fezes depois de brincar.
- Engasgo, tosse que não passa ou dificuldade para respirar.
- Dente quebrado, sangramento na boca que não para ou recusa de comida depois de roer algo duro.
- Fio de corda saindo pelo ânus: não puxe, procure o veterinário.
A lista tem caráter educativo e não abrange todas as situações. Se alguma coisa parecer fora do normal com o filhote, confie no que você percebe e procure um profissional.
Perguntas do dia a dia
Pelúcia faz mal?
Não, se for usada com supervisão. Muitos filhotes adoram carregar a pelúcia e dormir agarrados a ela. O perigo está em rasgar e engolir enchimento ou pedaços, por isso recolha quando começar a abrir.
A garrafa pet serve de brinquedo?
Diverte pelo barulho, mas só com você junto. Tire a tampa e o anel, e jogue fora quando o plástico começar a rachar, porque as pontas afiadas machucam a boca.
Quantos brinquedos um filhote precisa ter?
Algo entre seis e dez, de tipos variados, já permite um bom rodízio: alguns mordedores, um ou dois de rechear, uma corda, uma pelúcia e uma bolinha do tamanho certo.
Este texto pertence ao tema Enriquecimento ambiental. O guia do tema reúne os cuidados de cada idade, os tropeços mais frequentes e o checklist inteiro.
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